

Introdução
O Curso
Caracteristicas do Curso
Área de atuação
Mercado
Regulamentação
Habilitação
Vocabulário
Relação C/V
O século 20
caracteriza-se pelos grandes passos que foram dados na ciência e
na tecnologia. Na primeira metade, os desenvolvimentos foram
predominantemente de equipamentos (hardware). Durante este
período aumentaram consideravelemente a complexidade mecânica,
a precisão e a velocidade da maquinaria de produção nas
instalações industriais. Este período pode então ser chamado
da era do hardware. De modo similar, a segunda metade pode ser chamada da era da programação (software), porque foi este o fator dominante neste período. No
início a eletrônica, que estava confinada a área de
comunicações, penetrou nas instalações industriais e o nível
de automação aumentou consideravelmente na forma da automação
rígida (específica para determinado produto). O desenvolvimento
dos microprocesssadores na década de 70 forneceu um novo
estímulo para a evolução industrial. Pelo uso do software
adequado foi possível realizar tarefas complexas de um modo
simples. Em estágios posteriores aconteceu a fusão sinérgica
de diversas tecnologias e da ciência da computação, e como
resultado a automação rígida deixou seu lugar para a
automação flexível (adaptável a diversos produtos),
culminando nos processos controlados por computador que possuem
um certo grau de inteligência e autonomia. Assim nasce a era da
mecatrônica que caracteriza-se pela fusão de diversas
tecnologias e por um ciclo de vida mais curto para os produtos.
Um número cada vez maior de
estudantes está descobrindo as vantagens ( e as oportunidades de
trabalho ) proporcionadas por essa nova área, oriunda da
integração sinergética da Mecânica com a Eletrônica, aliada
a Computação : a Engenharia Mecatrônica. A mecatrônica forma
profissionais habilitados a gerenciar, projetar e produzir
produtos inteligentes baseados em microcontroladores e sistemas
de controle. Um sistema mecatrônico realiza aquisição de
sinais, processamento digital e, como saída, gera forças e
movimentos. Os sistemas mecânicos são estendidos e integrados
com sensores, microprocessadores e controladores, podendo, assim,
seguir comandos externos para realizar determinadas tarefas.
Talvez o grande sucesso que
faz entre os vestibulandos resida no mérito de integrar e
harmonizar sistemas que eram desenvolvidos por profissionais
distintos, como o engenheiro mecânico, o elétrico e o
engenheiro de computação. É cada vez maior o número de
países industrializados que busca profissionais com um perfil
mais voltado para a integração de soluções e equipamentos,e
é o engenheiro mecatrônico que atende a essa necessidade, seja
na indústria de base e no segmento metalmecânico, seja na
eletroeletrônica ou nas indústrias de processo.
Em tempos de qualidade total,
esse tecnólogo encabeça a lista dos profissionais mais cotados
deste milênio. Graças a seu trabalho, as indústrias
brasileiras estão modernizando suas fábricas e tornando mais
eficiente sua rotina de produção. Ainda assim, há muito à
fazer para enfrentar, em termos tecnológicos, a concorrência
internacional. Aí está a chance de ingressar nesse novo
ambiente de linhas de produção automatizadas e máquinas
programadas para controlar esteiras rolantes, robôs, braços
mecânicos ou cortar moldes. Este profissional vai instalar
softwares e cuidar da manutenção dos sistemas automáticos que
supervisionam a fabricação, a embalagem, o transporte e o
armazenamento dos produtos. Poderá também propor e desenvolver
métodos para a confecção de peças específicas, programar
equipamentos com os dados necessários à produção ou fabricar
e acionar sensores de máquinas inteligentes.
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Conhecimentos gerais
de: |
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Engenharia Elétrica:
circuitos, eletrotécnica, eletrônica industrial,
acionamentos eletromecânicos, circuitos digitais, etc |
| |
Engenharia Mecânica:
desenho, mecânica geral(hidrostática, pneumática,
etc), fenômenos de transporte, processos em engenharia,
mecanismos, etc |
| |
Ciência da Computação:
estruturas de dados, engenharia de software, etc |
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Conhecimentos
especializados de: |
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Controle de processos:
dinâmica de processos físicos (modelos matemáticos,
sistemas lineares e não-lineares, identificação);
análise dinâmica (estabilidade, desempenho dinâmico,
simulação); controle dinâmico (compensação,
realimentação e estimação de estado, otimização,
controle inteligente, controle não-linear);
instrumentação de sensoreamento e acionamento de
processos. |
| |
Informática industrial:
sistemas de controle digital (microprocessadores,
microcontroladores e processadores de sinais digitais,
arquitetura de computadores, sistemas de processamento
paralelo transputers); concepção de programas
(linguagens de programação, sistemas operacionais,
engeharia de software, programação em tempo real);
sistemas de controle distribuídos (banco de dados, redes
de computadores); inteligência artificial (lógica
difusa, redes neurais e sistemas especialistas). |
| |
Automação da manufatura:
processos de fabricação (engenharia de produto,
projeto/engenharia auxiliados por computador CAD/CAE);
automação de máquinas ferramenta (controle numérico,
tornos, fresas, manipuladores robóticos); automação
flexível (transporte, sistemas integrados de manufatura
CIM/FMS, avaliação de desempenho). |
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Conhecimentos
básicos de economia, gestão e segurança. |
INDÚSTRIA - Controlar processos de produção e desenvolver
projetos de automação
INFORMÁTICA - Projetar sistemas digitais e controladores lógicos
programáveis. Desenvolver softwares e linguagens de
programação para os sistemas operacionais.
MANUFATURA - Utilizar os sistemas CAD/CAM ( Computer Aided
Design / Computer Aided Manufacturing ) para
fabricar peças mecânicas e gerenciar a produção.
O engenheiro mecatrônico
terá como campo de trabalho essencialmente as indústrias de
base (siderúrgicas, aciarias), a indústria de manufatura do
segmento metalmecânico, as montadoras de veículos, as fábricas
de autopeças e, evidentemente, o florescente segmento de
serviços (projetos e consultorias ).O setor industrial é o que
oferece mais oportunidades, principalmente nas montadoras de
veículos. Existe trabalho também na indústria
eletroeletrônica e na petroquímica. Quem prefere agir como
autônomo pode desenvolver projetos de automação. Nesses
setores o profissional poderá cuidar da gestão
fabril/empresarial, da organização, do projeto, da fabricação
e também da manutenção em atividades relacionadas com
processos e com a automação industrial. Na região Sul, os
prinicipais empregadores são os departamentos de engenharia e
automação de empresas eletroeletrônicas, químicas, têxteis e
mecânicas, entre elas Tramontina, Marco Polo, Belga, Enxuta,
Engemac, e Randon. Indústrias automobilísticas e
metalomecânicas no interior do estado de São Paulo, em especial
as localizadas perto de São Carlos e no ABC, também contratam
profissionais para a manutenção e reforma de equipamentos
automatizados.
Trata-se de uma nova
profissão e sua regulamentação segue a Portaria N° 1694 do
Ministério de Educação, de 05 de Dezembro de 1994, que criou a
habilitação de Engenharia de Controle e Automação
Em 1993 a Comissão de
Especialistas do Ensino de Engenharia (CEEng) da Secretaria de
Educação Superior (SESU) do Ministério da Educação (MEC)
organizou um plano de ação com três objetivos: 1) avaliação
periódica dos cursos de engenharia; 2) reformulação da
resolução 48/76-CFE que regulamenta os cursos de engenharia; e
3) apresentar considerações sobre as novas modalidades nos
cursos de engenharia, tais como engenharia dos materiais,
engenharia de computação, engenharia de controle e automação,
etc.
Por indicação da
CEEng foram realizadas reuniões setoriais de representantes de
várias universidades que ministravam o pretendiam ministrar
cursos de graduação com nomes diversos como controle e
automação, automação e sistemas, mecatrônica, etc. A
finalidade das reuniões era reformular a Resolução 48/76-CFE
que fixou os mínimos de conteúdo e de duração do curso de
graduação em Engenharia e definiu suas áreas de habilitação.
A primeira reunião
setorial de engenharia de controle e automação teve lugar no
Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina em
Junho de 1993. Na reunião (Ata de Reunião Setorial, 1993) foram
inicialmente relatadas as experiências em andamento nas
diferentes instituições e foram levantados aspectos relevantes
como:
a dificuldade em se estruturar um
curso, que atenda às necessidades de formação nesta área, com
base num dos currículos mínimos das engenharias existentes.
a complexidade das modernas técnicas de engenharia
impede que todos seus detalhes sejam abordados ao longo do curso
de graduação
as tecnologias emergentes mostram que os novos
desenvolvimentos serão resultado do esforço de equipes
multidisciplinares de alta qualificação e com suporte material
complexo.
o crescimento da automação exigirá dos engenheiros
maior concentração na concepção de novos sistemas ou na sua
adaptação e aperfeiçoamentos futuros.
a maior complexidade e o elevado custo das instalações
produtivas exigirão engenheiros especializados para seu projeto,
sua operação e manutenção.
Considerando as
discussões havidas os especialistas concluiram que a Engenharia
de Controle e Automação deveria ser uma habilitação
específica do curso de engenharia, e que o seu currículo
deveria proporcionar sólida formação em ciências básicas e
em ciências da engenharia, incluindo a formação profissional
específica. Foi então estabelecido o perfil do engenheiro de
controle e automação como segue:
 |
O Engenheiro
de Controle e Automação é um profissional com
formação plena em Engenharia, capaz de conceber,
especificar, desenvolver, projetar, analisar,
implementar, instalar, otimizar, gerir, adaptar, utilizar
e manter equipamentos, processos, sistemas de controle e
unidades de produção automatizadas. |
Foi apresentada uma
proposta de alteração à Resolução 48/96-CFE que resultou na
Portaria seguinte:
PORTARIA
N 1.694 DE 5 DE DEZEMBRO DE 1994
O MINISTRO DE ESTADO DA
EDUCAÇÃO E DO DESPORTO, no uso de suas atribuições, tendo em
vista o que dispõe a Medida Provisória 711, de 17 de novembro
de 1994, publicada no D.O.U. de 18 de novembro de 1994 e
considerando o consubstanciado no Parecer da Comissão de
Especialistas do Ensino da Engenharia da Secretaria da Educação
Superior (SESU/MEC) resolve:
Art. 1 A Engenharia de Controle e Automação é uma
habilitação específica que tem sua origem nas áreas Elétrica
e Mecânica do Curso de Engenharia.
Art 2
Esta habilitação deverá obedecer aos termos da Resolução n
48/76 do CFE, que fixa os mínimos de conteúdo e de duração do
curso de Engenharia, e define as suas áreas.
Art 3
As matérias de Formação Profissional Geral são:
Controle de Processos
Sistemas Industriais
Instrumentação
Matemática Discreta para Automação
Informática Industrial
Administração de Sistemas de Produção
Integração e Avaliação de Sistemas
Parágrafo Único
- As ementas das Matérias referidas no artigo 3, são as
constantes do Anexo desta Portaria.
Art 4
As Matérias de Formação Profissional Específica deverão ser
definidas pelas Instituições, conforme o disposto no Artigo 8
da Resolução n 48/76-CFE.
Art 5
Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação
revogadas as disposições em contrário.
DOMÓTICA - Área da mecatrônica que cuida da automação
predial e desenvolve sistemas para controle do acionamento
automático de portas ou operação computadorizada de elevadores
e garagens.
| Universidade |
C/V |
| UnB |
<18,4 |
| Unicamp |
30,1 |
| UFSC |
12,9 |
| USP |
8,8 |
| Efei (MG) |
11,9 |
| UFOP (MG) |
|
| PUC-MG |
6,2 |
| EEM (SP) |
2,1 |
| Unimep (SP) |
1,4 |
| PUC-RS |
5,3 |
| PUC-PR |
1,6 |
| |
|
Fonte: Guia Abril do
Estudante 2000, Revista do Vestibulando Unicamp 2000, GRACO

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